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22 Nov
Mas afinal, o que são startups?

Nuno Brito Jorge, fundador de uma startup na área das energias renováveis, fala da relevância das startups para a economia nacional.

Nos dias de hoje, o empreendedorismo jovem parece ser uma palavra de ordem. Diariamente lemos notícias sobre histórias e casos de sucesso de jovens empresários que lançam projetos inovadores e que fundam startups das mais diversas áreas de atividade. É indiscutivelmente uma tendência que se tem verificado um pouco por todo o mundo e em Portugal este movimento está no seu apogeu.

Mas afinal o que são startups? Dentro deste conceito podemos considerar as empresas ou projetos inovadores com grande potencial de crescimento e, formalmente, com menos de 3 anos (apesar de aparentemente se poder gozar do estado de graça de “startup” durante muito mais tempo).

Muitos vêm-nas como novas oportunidades de negócio, como solução contra o desemprego, como forma de cumprir sonhos e ambições e como caminho para potenciar a competitividade das empresas nacionais nos mercados internacionais. Esta visão levou mesmo o atual Governo a desenvolver uma estratégia de apoio ao crescimento de startups, que, a meu ver e tendo em conta as limitações impostas pelo contexto atual, tem tudo para dar mais um empurrão a uma área em que já somos um caso de sucesso.

Segundo o Barómetro Informa de Junho de 2016, entre Junho do ano passado e Maio deste ano, nasceram em Portugal mais de 37.191 startups. Este número é praticamente equivalente ao ano anterior e significa que nascem mais de 100 empresas por dia em Portugal. Este número mostra que as medidas de apoio à criação de startups estão a ter um impacto positivo.

Embora a maioria das startups estejam associadas à tecnologia digital, têm surgido cada vez mais projetos interessantes em outras áreas de atividade. No caso da energia, a minha área de especialização, há duas que parecem ser especialmente atrativas: a produção renovável e a otimização dos consumos elétricos. As duas são áreas extremamente competitivas a nível internacional mas contamos já com alguns casos de referência.

Nuno Brito Jorge, CEO da Boa Energia