enciclopédia da fruta

A origem da laranja é difusa e tem muitas controvérsias. Amada por uns, espremida por outros, a laranja é o citrino mais produzido no mundo. 

ORIGEM E HISTÓRIA



Sabemos que a origem da laranja é na Ásia. Mas a facilidade com que as várias espécies de citrinos se cruzam deu origem a uma multitude de híbridos, tornando a sua investigação difícil. Historicamente, a falta de descrições exatas sobre os frutos que se consumiam também não facilita o trabalho dos biogeógrafos, na sua pesquisa sobre a origem e dispersão dos antepassados dos citrinos. O género Citrus já é cultivado há mais de 4000 anos no sudeste asiático e pensa-se que a laranja, na variedade doce de que nós tanto gostamos, é uma mistura entre a mandarina e o pomelo (ou cimboa). 

Alguns investigadores afirmam que a laranja doce deve ter começado a ser cultivada no sul da China e norte da Índia. Etimologicamente, a origem da palavra laranja vem do sânscrito “naranga”, que quer dizer laranjeira. 

Também há relatos que dizem que foram os Portugueses que a trouxeram para a Europa no século XVI. Assim, a laranja, que consumimos atualmente, foi batizada com o nosso nome em alguns países como a Turquia (portakal), Grécia (portokali) e até na Roménia (portocala). 

Da Europa espalhou-se para as Américas tendo sido adotada em larga escala no Brasil, EUA e México. Entre 40 a 50 séculos depois de terem sido domesticadas pelo homem as laranjeiras são as árvores de fruto mais cultivadas no mundo tendo chegado a todos os continentes. Os maiores produtores são o Brasil e EUA (principalmente Flórida), onde a maior parte dos frutos são usados para sumo. 

Atualmente, as laranjas são cultivadas em praticamente todo o mundo em áreas tropicais e subtropicais, mas é nestas últimas que a melhor qualidade do fruto se obtém. 

Apesar das semelhanças de aspeto entre algumas variedades, mesmo em regiões vizinhas podemos ter grandes diferenças no paladar da laranja. A laranja do Algarve, doce e carnuda encontra uma prima ácida em Sevilha, a alguns quilómetros de distância.Apesar do Algarve ser uma das regiões do mundo com melhores condições de produção de laranja com alta qualidade, Portugal tem ainda uma balança comercial neste fruto deficitária, importando mais do que exporta. 

Sabemos que a origem da laranja é na Ásia. Mas a facilidade com que as várias espécies de citrinos se cruzam deu origem a uma multitude de híbridos, tornando a sua investigação difícil. Historicamente, a falta de descrições exatas sobre os frutos que se consumiam também não facilita o trabalho dos biogeógrafos, na sua pesquisa sobre a origem e dispersão dos antepassados dos citrinos. O género Citrus já é cultivado há mais de 4000 anos no sudeste asiático e pensa-se que a laranja, na variedade doce de que nós tanto gostamos, é uma mistura entre a mandarina e o pomelo (ou cimboa). 

Alguns investigadores afirmam que a laranja doce deve ter começado a ser cultivada no sul da China e norte da Índia. Etimologicamente, a origem da palavra laranja vem do sânscrito “naranga”, que quer dizer laranjeira. 

Também há relatos que dizem que foram os Portugueses que a trouxeram para a Europa no século XVI. Assim, a laranja, que consumimos atualmente, foi batizada com o nosso nome em alguns países como a Turquia (portakal), Grécia (portokali) e até na Roménia (portocala). 

Da Europa espalhou-se para as Américas tendo sido adotada em larga escala no Brasil, EUA e México. Entre 40 a 50 séculos depois de terem sido domesticadas pelo homem as laranjeiras são as árvores de fruto mais cultivadas no mundo tendo chegado a todos os continentes. Os maiores produtores são o Brasil e EUA (principalmente Flórida), onde a maior parte dos frutos são usados para sumo. 

Atualmente, as laranjas são cultivadas em praticamente todo o mundo em áreas tropicais e subtropicais, mas é nestas últimas que a melhor qualidade do fruto se obtém. 

Apesar das semelhanças de aspeto entre algumas variedades, mesmo em regiões vizinhas podemos ter grandes diferenças no paladar da laranja. A laranja do Algarve, doce e carnuda encontra uma prima ácida em Sevilha, a alguns quilómetros de distância.Apesar do Algarve ser uma das regiões do mundo com melhores condições de produção de laranja com alta qualidade, Portugal tem ainda uma balança comercial neste fruto deficitária, importando mais do que exporta. 

CLASSIFICAÇÃO
TAXONÓMICA

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Sapindales

Família: Rutaceae

Gênero: Citrus

O género Citrus pertence à família Rutaceae e reproduz-se de forma hermafrodita.
Apresenta um fruto carnudo e sumarento do tipo hesperiídeo.  

Não existe um consenso geral relativamente ao número de espécies dentro do género Citrus. Até aos anos 70, a taxonomia deste género era atribuída apenas pela morfologia e dados geográficos.

Após 1975, depois de muitos estudos filogenéticos, decidiu-se agrupar o género Citrus em três grandes grupos: Cidra (Citrus Medica), mandarinas (Citrus Reticulata) e pomelo ou cimboa (Citrus Maxima), sendo as outras variedades resultados de cruzamentos genéticos destes três grupos. No entanto, outros investigadores consideram o limão (Citrus Aurantifolia) parte desta lista e não como um híbrido. 

Por ser uma árvore resistente, a laranjeira é também utilizada para decorar jardins exteriores e até interiores.
Mas é o interesse comercial do fruto que fez espalhar o cultivo desta árvore pelo mundo. Com os constantes cruzamentos, atualmente há milhares de variedades de laranjas que vão da China à Argentina. Uma das variedades mais produzidas no mundo chama-se Washington Navel. É muito produzida para consumo direto e fresco por ter uma casca mais grossa (mais fácil para descascar), ter menos sumo e ser menos ácida. Foi levada da Baía (Brasil) para os Estados Unidos da América, no século XIX, por ser uma variedade muito doce e quase sem caroços.

Outras variedades de laranja muito conhecidas são:

O género Citrus pertence à família Rutaceae e reproduz-se de forma hermafrodita.
Apresenta um fruto carnudo e sumarento do tipo hesperiídeo.  

Não existe um consenso geral relativamente ao número de espécies dentro do género Citrus. Até aos anos 70, a taxonomia deste género era atribuída apenas pela morfologia e dados geográficos.

Após 1975, depois de muitos estudos filogenéticos, decidiu-se agrupar o género Citrus em três grandes grupos: Cidra (Citrus Medica), mandarinas (Citrus Reticulata) e pomelo ou cimboa (Citrus Maxima), sendo as outras variedades resultados de cruzamentos genéticos destes três grupos. No entanto, outros investigadores consideram o limão (Citrus Aurantifolia) parte desta lista e não como um híbrido. 

Por ser uma árvore resistente, a laranjeira é também utilizada para decorar jardins exteriores e até interiores.
Mas é o interesse comercial do fruto que fez espalhar o cultivo desta árvore pelo mundo. Com os constantes cruzamentos, atualmente há milhares de variedades de laranjas que vão da China à Argentina. Uma das variedades mais produzidas no mundo chama-se Washington Navel. É muito produzida para consumo direto e fresco por ter uma casca mais grossa (mais fácil para descascar), ter menos sumo e ser menos ácida. Foi levada da Baía (Brasil) para os Estados Unidos da América, no século XIX, por ser uma variedade muito doce e quase sem caroços.

Outras variedades de laranja muito conhecidas são:

  • VALENCIA

    É colhida já no fim da época e deu origem ao Naranjito, mascote do Espanha 82.

  • HART’S TARDIFF VALENCIA

    Foi exportada dos Açores para a Flórida.

  • PERA

    A variedade de laranja mais produzida no Brasil.

  • RHODE RED

    Uma mutação da Valencia com uma cor mais intensa, com mais sumo e menos acidez. 

  • D. JOÃO

    Uma variedade muito produzida em Portugal, é mais pequena, mais doce e pode permanecer mais tempo na árvore sem perder qualidade. 

Existem também outros citrinos que também são chamados de laranjas, mas que não são utilizados para consumo em fresco. 

  • LARANJA ÁCIDA OU AMARGA (CITRUS AURANTIUM)

    Também conhecida como a Laranja de Sevilha, muitas vezes cultivada para depois ser enxertada com a laranjeira que produz laranja doce. Esta laranja também é utilizada para fazer doce de laranja. 

  • LARANJA BERGAMOT (CITRUS BERGAMIA)

    Mais parecida com um limão do que com uma laranja doce, é produzida essencialmente pela sua casca, principalmente em Itália. A casca é utilizada na perfumaria e é essencial para fazer o chá Earl Grey.

BOTÂNICA



A árvore do género Citrus tem porte pequeno-médio, folha perene com alguns galhos espinhosos. Apesar da maior parte crescer no sentido vertical, há variedades com crescimento horizontal. Os rebentos são verdes e as folhas têm o formato de lança arredondada, podendo atingir tamanhos até aos 10 centímetros de comprimento. A flor da laranjeira é normalmente branca, com tons rosas e púrpuras, bastante aromática e agrupa-se em grupos que vão de um a seis tendo, normalmente, cinco pétalas. O interior da laranja é normalmente carnudo dividido entre 10 a 14 gomos, com a cor a variar entre o amarelo e o encarnado, passando obviamente pelo laranja. A casca da laranja contém óleo que é utilizado como aromatizante, mas também em produtos cosméticos e medicinais.

A Laranja (Citrus Sinensis), ou laranja doce, prefere climas subtropicais com alteração de estações. Os climas tropicais tornam-na mais suscetível a doenças e pestes e climas mais frios originam geadas que podem danificar a produção.

A precipitação ideal, sem rega, é de 1010mm a 1150mm de chuva por metro quadrado. Temperaturas entre os 12ºC e os 37ºC são consideradas ideais no verão e no inverno entre 1ºC e 10ºC. Estas temperaturas mais frias no inverno bem como a seca criam stress na planta originando mais frutos. Árvores mais maduras sobrevivem a temperaturas de -3º mas o fruto fica destruído.

Estas árvores toleram vários tipos de solos e podem ser encontradas em solos de gravilha, mais arenosos e até muito barrentos, desde que sejam férteis, arejados e irrigados. A maior produtividade ocorre em solos arenosos.

O frio e falta de água são normalmente a causa para a reprodução. O desenvolvimento do fruto demora entre 5 a 18 meses dependendo da região e da área de cultivo. O crescimento começa por ter uma forma sigmoide e, na fase de maturação, a cor da casca passa de verde escuro para laranja. Árvores que recebem mais sol dão frutos com cores mais intensas que árvores que estão mais à sombra.

Este fruto não amadurece depois de ser colhido por isso deve atingir a maturação perfeita ainda na árvore. Pode, no entanto, depois de atingir a maturação, manter-se na árvore durante algum tempo sem se deteriorar.

Apesar de haver alguns tipos de colheita mecânica, estes não se mostram completamente eficazes, prejudicando as árvores ou a qualidade final do fruto. Por isso, continua a recorrer-se muito à colheita manual, puxando a laranja com cuidado para não perder casca ou cortando o galho que a prende à árvore. As laranjas têm um período de vida longo depois de serem colhidas, mantendo uma boa qualidade durante três meses a 11ºC e até cinco meses entre 2ºC a 4ºC.

A árvore do género Citrus tem porte pequeno-médio, folha perene com alguns galhos espinhosos. Apesar da maior parte crescer no sentido vertical, há variedades com crescimento horizontal. Os rebentos são verdes e as folhas têm o formato de lança arredondada, podendo atingir tamanhos até aos 10 centímetros de comprimento. A flor da laranjeira é normalmente branca, com tons rosas e púrpuras, bastante aromática e agrupa-se em grupos que vão de um a seis tendo, normalmente, cinco pétalas. O interior da laranja é normalmente carnudo dividido entre 10 a 14 gomos, com a cor a variar entre o amarelo e o encarnado, passando obviamente pelo laranja. A casca da laranja contém óleo que é utilizado como aromatizante, mas também em produtos cosméticos e medicinais.

A Laranja (Citrus Sinensis), ou laranja doce, prefere climas subtropicais com alteração de estações. Os climas tropicais tornam-na mais suscetível a doenças e pestes e climas mais frios originam geadas que podem danificar a produção.

A precipitação ideal, sem rega, é de 1010mm a 1150mm de chuva por metro quadrado. Temperaturas entre os 12ºC e os 37ºC são consideradas ideais no verão e no inverno entre 1ºC e 10ºC. Estas temperaturas mais frias no inverno bem como a seca criam stress na planta originando mais frutos. Árvores mais maduras sobrevivem a temperaturas de -3º mas o fruto fica destruído.

Estas árvores toleram vários tipos de solos e podem ser encontradas em solos de gravilha, mais arenosos e até muito barrentos, desde que sejam férteis, arejados e irrigados. A maior produtividade ocorre em solos arenosos.

O frio e falta de água são normalmente a causa para a reprodução. O desenvolvimento do fruto demora entre 5 a 18 meses dependendo da região e da área de cultivo. O crescimento começa por ter uma forma sigmoide e, na fase de maturação, a cor da casca passa de verde escuro para laranja. Árvores que recebem mais sol dão frutos com cores mais intensas que árvores que estão mais à sombra.

Este fruto não amadurece depois de ser colhido por isso deve atingir a maturação perfeita ainda na árvore. Pode, no entanto, depois de atingir a maturação, manter-se na árvore durante algum tempo sem se deteriorar.

Apesar de haver alguns tipos de colheita mecânica, estes não se mostram completamente eficazes, prejudicando as árvores ou a qualidade final do fruto. Por isso, continua a recorrer-se muito à colheita manual, puxando a laranja com cuidado para não perder casca ou cortando o galho que a prende à árvore. As laranjas têm um período de vida longo depois de serem colhidas, mantendo uma boa qualidade durante três meses a 11ºC e até cinco meses entre 2ºC a 4ºC.

Tamanho: 65-95 mm (Médio)

Formato: Oval/Globoíde

Epiderme: Rugosa e aderente

Cor: Amarela a laranja escura

Cor da polpa: Amarela, laranja e avermelhada

Características organolépticas: Dividida em gomos, carnudos e sumarentos

PRODUÇÃO MUNDIAL

 

 

A laranja é o citrino mais produzido no mundo. Comercialmente, está presente em 114 países e representa uma área que excede os 3.6 milhões de hectares. O Brasil é o maior produtor mundial (30%), seguido do EUA (19%) e México (6%) e China (6%). Os nossos vizinhos espanhóis são responsáveis por 4% da produção mundial. A produção nesta última década aumentou 15% e a área de produção aumentou 8%. A maior parte da produção de laranja é utilizada para produzir sumo e é originária do Brasil e da Flórida (EUA).

A laranja pode ser consumida fresca, mas também utilizada como ingrediente para outros produtos. Para além do sumo que é o mais comum, os seus óleos são usados para fazer chás, perfumes e aromatizantes.

O subproduto mais importante é o sumo concentrado e/ou congelado. Para fazer o sumo concentrado as laranjas são espremidas e o sumo é colocado num evaporador. É removido o excesso de água para obter um concentrado com 65% de matéria sólida. Este concentrado pode ser congelado ou ser distribuído nesta forma, bastando adicionar água para reconstituir o sumo natural com cerca de 12% de matéria sólida.

Os óleos são usados em cosméticos, sabonetes, perfumes, aromaterapia e até em utilizações farmacêuticas como sedativos.

Em Portugal a produção de laranja ocupa uma área de 20.361 hectares, de onde resulta uma produção anual superior a 200.000 toneladas.

A laranja é, depois da maçã, o fruto fresco com maior produção em Portugal continental.

EM PORTUGAL

A zona da Vidigueira e Ribatejo são onde mais se produz, mas é no Algarve que a laranja portuguesa domina. O Algarve tem a maior produtividade com 65% da área e 69% da produção total.

No nosso país as laranjas têm três grandes destinos. Podem ser consumidas diretamente frescas, utilizadas para sumo ou como ingrediente na nossa vasta gastronomia, servindo para confecionar bolos, biscoitos, recheios de pastelaria e até molhos agridoces para acompanhar pratos salgados.

As principais variedades produzidas no nosso país são: Baía (Washington Navel), Navelina (Newhall, Dalmau), Lane Late, Navel Late, Rhodee Barnfield, Valencia Late (clones: D. João, Frost, Olinda), de Setúbal e Jaffa.

Em Portugal, a comercialização ocorre durante todo o ano, graças à utilização de variedades de meia estação e tardias. As variedades Dalmau e Newhall são colhidas entre novembro e março, as Baía e Jaffa de fevereiro e abril e as Valencia Late e Lane Late desde março a agosto (estas últimas, apenas na região algarvia).

Normalmente a comercialização da laranja é efetuada logo após a colheita, pois as estruturas de frio são escassas e caras. Apenas se utilizam métodos de conservação nos casos de excesso de oferta e nunca para maturação, uma vez que a laranja não amadurece após a colheita.

 

 

A zona da Vidigueira e Ribatejo são onde mais se produz, mas é no Algarve que a laranja portuguesa domina. O Algarve tem a maior produtividade com 65% da área e 69% da produção total.

No nosso país as laranjas têm três grandes destinos. Podem ser consumidas diretamente frescas, utilizadas para sumo ou como ingrediente na nossa vasta gastronomia, servindo para confecionar bolos, biscoitos, recheios de pastelaria e até molhos agridoces para acompanhar pratos salgados.

As principais variedades produzidas no nosso país são: Baía (Washington Navel), Navelina (Newhall, Dalmau), Lane Late, Navel Late, Rhodee Barnfield, Valencia Late (clones: D. João, Frost, Olinda), de Setúbal e Jaffa.

Em Portugal, a comercialização ocorre durante todo o ano, graças à utilização de variedades de meia estação e tardias. As variedades Dalmau e Newhall são colhidas entre novembro e março, as Baía e Jaffa de fevereiro e abril e as Valencia Late e Lane Late desde março a agosto (estas últimas, apenas na região algarvia).

Normalmente a comercialização da laranja é efetuada logo após a colheita, pois as estruturas de frio são escassas e caras. Apenas se utilizam métodos de conservação nos casos de excesso de oferta e nunca para maturação, uma vez que a laranja não amadurece após a colheita.

 

 

 

 

Laranja do Algarve

 

Os Citrinos do Algarve IGP têm uma casca fina e são bastante sumarentos e doces. O clima regional permite dois picos de produção em dezembro/janeiro e em junho/julho. A Laranja do Algarve IGP tem de ser de uma das seguintes variedades: Dalmau (Navelina), Newhall and e Valencia Late.

Os citrinos no Algarve surgem associados à flora do sul da Península Ibérica e demais zonas mediterrânicas. Os navegadores portugueses trouxeram nos séculos XVI e seguintes frutos da Índia, China e Japão e o cultivo dos citrinos espalhou-se na região. Pensa-se que foi a partir daqui que os citrinos se espalharam pelo mundo: os árabes difundiram-nas no litoral leste de África até Moçambique, Cristóvão Colombo no Haiti, os anglo-holandeses no Cabo e os portugueses na América do Sul. No Algarve, e desde tempos que remontam ao século XVIII, as árvores de Natal eram decoradas com laranjas, mostrando a importância dos citrinos, e mais concretamente da laranja, na cultura da região.

 

 

Laranja dos Açores

 

A cultura da laranjeira no arquipélago remete ao século XVI, mas só a partir de meados do século XVIII a produção de laranja começou a dar lucros aos proprietários açorianos. Fouqué escreveu sobre a enorme capacidade produtiva da laranja nas ilhas e da sua enorme qualidade e a americana Alice Baker foi mais longe, dizendo que as laranjas açorianas eram as melhores do mundo.

As laranjas tinham como principal destino o porto de Londres, mas há relatos destas laranjas serem apreciadas em toda a Europa. Infelizmente epidemias de doenças e pestes foram uma praga para os laranjais, durante meados do século XIX.

A economia da laranja foi tão importante que o período entre 1750 e 1870 é chamado, nos Açores, como o ciclo da laranja.

 

 

 

COMPOSIÇÃO
NUTRICIONAL

 

Composição Nutricional por 100g de porção edível de laranja. É muito rica em vitamina C, ácido fólico e minerais e também contém betacaroteno, um poderoso antioxidante.

Para (100g) % DDR
Energia (kcal) 47-51
Macronutrientes
Água (g) 86
Proteína (g) 0,7 – 1,3
Gordura Total (g) 0,1 – 0,3
Hidratos de Carbono Totais (g) 12 – 12,7
Fibra Alimentar (g) 0,5
Vitaminas
Vitamina A (Equivalentes de retinol, µg) 20 3
Vitamina D (µg) 0 0
Vitamina E (α-tocoferol, mg) 0,24 2
Vitamina B1 (Tiamina, mg) 0,1 9
Vitamina B2 (Riboflavina, mg) 0,04 3
Vitamina B3 (Niacina, mg) 0,4 3
Vitamina B6 (Piridoxina, mg) 0,1 7
Vitamina B12 (Cobalamina, µg) 0 0
Vitamina C (Ácido Ascórbico, mg) 53 66
Folatos (µg) 31 16
Minerais
Cinza (g) 0,6
Sódio (mg) 1 0
Potássio (mg) 195 10
Cálcio (mg) 41,5 5
Fósforo (mg) 20 3
Magnésio (mg) 11 3
Ferro (mg) 0,5 4
Zinco (mg) 0,1 1

Tabela de Composição de Alimentos. Centro de Segurança Alimentar e Nutrição. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. (Adaptado de: http://www.insa.pt) Dose Legal Recomendada Nacional, aprovada em Diário da República (http://www.apcv.pt/pdfs/legislacao/DL%2054_2010.pdf)

 

Duas laranjas ou um copo de sumo cobrem 100% das recomendações diárias de vitamina C, que são de 80 miligramas para uma pessoa adulta. A vitamina C, ou ácido ascórbico, é necessária para o crescimento e reparação de praticamente todos os tecidos do corpo humano. Contribui para a formação de colagénio, absorção de ferro, reparação de feridas e fortalecimento do sistema imunitário.

A laranja também tem ácido cítrico, que potencia a ação da vitamina C. Ao mesmo tempo, os fitoquímicos e bioflavonoides, presentes nos citrinos, inibem certas enzimas que metabolizam procarcinogénicos, reduzindo a capacidade de se tornarem cancerígenos. O consumo da laranja, ou do seu sumo, ajuda o sistema digestivo, tensão arterial, fígado e seus extratos e óleos são utilizados em várias áreas da medicina.

Para conservar o aroma e sabor deve ser guardada em local fresco e seco, evitando a o recurso ao frigorífico. A laranja é um fruto delicioso para ser comido fresco, para ser bebido como sumo ou para ser utilizado como ingrediente na nossa gastronomia, como por exemplo a deliciosa torta de laranja do Algarve.